sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO.

Que neste final de ano nossas forças sejam renovadas para que possamos continuar nossa luta pelo que achamos justo e digno. Aproveitando a oportunidade para mais um comunicado aos pais:

Aos Pais e Futura Associação de Pais,


Nós, estudantes da EBMSP, do curso de medicina, ficamos muitos felizes e orgulhosos com a participação efetiva de alguns pais, cujo interesse foi tamanho a ponto de propor a formação da Associação de Pais, há muito almejada e somente agora iniciada. Entretanto, sabemos das dificuldades de cada um em estar mais ativo nesta e outras funções junto ao movimento iniciado pelos estudantes. Mesmo assim, compreendemos a importância desta participação, não apenas neste momento delicado, mas em toda e qualquer época da formação acadêmica deste corpo discente, pois acreditamos que somente com empenho e união, será possível construir conhecimento e princípios sólidos. Assim, deixamos nosso apoio para que continuem marcando as reuniões de pais, tão necessárias para efetivação desta Associação. Os senhores foram capazes de educar seus filhos com consciência, força e habilidade necessárias para que pudessem julgar, acreditar e lutar pelos seus direitos, desta maneira, continuem dando este exemplo tão valioso. Não vamos cruzar os braços e esperar. Juntos somos mais fortes.
Um Feliz Natal e excelente 2010 para todos nós.
Abraços,
Estudantes em Greve
POR FAVOR, DIVULGEM! NOSSA GREVE ESTÁ NESTE MOMENTO REUNINDO FORÇAS SILENCIOSAMENTE PARA CONQUISTARMOS O QUE É NOSSO POR DIREITO: MELHORIAS CONSTANTES NA NOSSA FORMAÇÃO PROFISSIONAL!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sobre a reunião do dia 15.12

A reunião com os professores Gáspare e Emanoel aconteceu como previsto. Estavam presentes: Manuela, Waldemir e Mariana, além da coordenadora de curso, Marta. Como combinado nós entregamos os 2 ofícios referentes à multa da biblioteca e o valor voluntário destinado ao diretório. Em seguida questionamos sobre o regimento interno, planilha e planos de trabalho para 2010, como ficou decidido que nos seriam entregues nesta reunião. Gáspare afirmou que o regimento interno já está disponível no site da Bahiana e que estará também disponível no ato da matrícula. Entretanto, sobre os planos de trabalho e planilha, únicas fontes de justificativa para o reajuste na mensalidade, foi colocado que os alunos da Bahiana já tinham recorrido à instância do Ministério Público, e que, sendo assim, só através deste a Fundação daria qualquer tipo de esclarecimento, e que portanto, não caberia mais discutir finanças nesta ou em outra reunião com os estudantes. Foi constrangedor, como integrante da comissão de negociação e estudante da EBMSP, perceber que o fato da coordenação de finanças se sentir livre de qualquer justificativa para com os alunos era suficiente para deixar seu coordenador tranqüilo, diferente da reunião passada. Isto foi tão obvio na reunião, que este coordenador não conseguia nem disfarçar o riso irônico. Assim, ele questionou o movimento. Afirmou que foi proposto aos estudantes 2 datas e que nós negamos. Disse que nós deveríamos fazer uma autocrítica da greve e questionar se essa foi a melhor solução. E, que se hoje, dia 15.12, nós pudemos reunir, porque não aceitamos naquela época?
Nossas respostas a essa situação e questionamentos foram: Professores, a reunião não pôde ser aceita naquela ocasião porque grande parte dos estudantes já estaria de férias e não haveria quórum para deliberar qualquer decisão de pauta, além do que, se os senhores lembram, na reunião passada tínhamos 6 integrantes da comissão de negociação, enquanto hoje só temos 3, e todas as ausências são por motivo de viagem. Então, de que forma essa comissão poderia ser representativa se não houvesse a quem repassar as negociações? Além disso, a representação ao Ministério Público ocorreu antes de qualquer posicionamento da EBMSP e, portanto, isso não pode ser usado como justificativa para negar a negociação. Foi esclarecido, que como estávamos representando a Assembléia dos Estudantes, não poderíamos passar por cima das decisões desta, e que esta reunião seria usada exaustivamente para discutir a pauta de finanças, devido ao seu caráter emergencial. Foi dito que esta reunião de hoje só corrobora a idéia que os estudantes têm da faculdade, já que eles são a última instância que a EMBSP/FBDC sente necessidade de prestar qualquer esclarecimento, mesmo em situação de greve, e que a primeira reunião só aconteceu por causa de uma ligação da mãe de um dos estudantes. Neste momento Emanoel disse que isto era fantasia.
Realmente, foi decepcionante perceber que enquanto era inevitável, pelo menos parcialmente, tentar esclarecer os reajustes da planilha de custo, não havia qualquer tipo de segurança e firmeza por parte da coordenação, mas que hoje, por não estar autorizada pela fundação a falar, ela se mostrou incólume. É revoltante perceber que os estudantes são tratados meramente como consumidores, e que só através de medidas legais ou pressão, como no caso da greve e Associação de Pais, esta instituição se move no sentido do diálogo, ou nem assim. Então, senhores, não subestimem seus estudantes, porque nossa formação é muito maior do que um canudo que nos dá autorização de exercer a medicina. Nossa formação nos dá autoridade de questionar e pensar como individuo e como classe. Também não subestimem o movimento, porque diferente do que a faculdade acredita, a greve é uma ação muito maior do que uma simples ocupação do campus de Nazaré. Sendo assim, nossos questionamentos não podem ser explicados com discursos superficiais e montados previamente, nem com mãos trêmulas e fala hesitante. Não seremos convencidos com tão pouco, muito menos com atitudes que só refletem o despreparo para justificativas ou a indiferença com este movimento, como aconteceu nesta reunião. Nós somos os corajosos, portanto não se utilizem dos nossos escudos. Escolher o silêncio justificando-o desta forma é no mínimo constrangedor para todos nós. Pois, assim como os senhores, acreditamos em construir uma Escola melhor e neste caminho não pode haver fraqueza nem desistências.
A reunião se mostrou, então, sem qualquer conteúdo, e assim foi encerrada.
Nota de esclarecimento: na reunião com o Ministério Público os documentos apresentados pela FBDC foram insuficientes para esclarecer as pautas questionadas, então foi dado à faculdade um prazo para reunir outros documentos e levar ao Ministério.
Portanto, voltamos ao ponto em que a FBDC não quer o diálogo, mas agora, por obrigação legal ela terá de prestar contas ao MP. Essa é, sim, uma vitória e que só foi possível por causa da greve.
“O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte” Friedrich Nietzsche